domingo, 7 de março de 2010

Metáfora do Tempo


Li em algum lugar que o tempo está mais curto, que um minuto tem agora cerca de 58 segundos dentro dos mesmos 60 ou o tempo estaria encolhendo. Porisso sentimos que o tempo não dá, pra fazer tudo que gostariamos, como faziamos ha algum tempo.

Mas como gastamos nosso tempo? relaxando, vendo uma tevezinha, bom, desse jeito sobra mesmo muito pouco tempo pra ser vivido. A não ser que se esteja aproveitando o tempo ao máximo o tempo todo. Quer dizer, vendo tevê o tempo simplesmente passa enquanto se é alimentado com informações que sei-la-quem escolheu pra enfiar em nossas mentes.

Sair na rua, sair de casa é bom. Sofremos muito por causa do transito, da violencia, da corrupção e muitas vezes preferimos ficar em casa. E ligamos a tevê pra ter mais disso, digitalmente. Não da pra entender.

Sair a pé e andar bastante, bem devagar, olhando tudo, falando com as pessoas, pesquisando a rua, parece tão ser humano, tão imortal que nos da a dimensão da vida. Mas não é para todos, é so para iniciados, os que não ligam pra tevê, preferem abrir um livro ou um jornal. Aqueles que escolhem seus proprios menus. So assim é que da pra ajustar o nosso tempo a inexistencia do tempo.

Ilustração e texto: Sergio Cajado
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5 comentários:

Ana disse...

O terremoto no Chile fez o eixo da terra girar em sete centímetros sobre si mesmo, o que ocasiona a perda de alguns segundos por dia. Mas é tudo ilusão. Só não temos tempo de fazer tudo o que queríamos, porque acreditamos que um relógio - imagina! - tem a capacidade de nos reger.
Prefio a lua e a caminhada na rua. Sem contar que o tempo é frágil. Quem vai nos comer mesmo é a Terra, então tenho um lema: morro pobre, mas o tempo não me engole.
O que não significa que eu não possa viver rica. Essas coisas análogas, porém relativas tem o poder de nos levar à loucura, porque a riqueza, riqueza mesmo nem é a visível...

Ana disse...

Eu não prefiro, como você pode notar, mas prefio. Uma hora o tecido se trama por completo.
;))

Cajadomatic disse...

O tempo é fragil. Existimos. Isso transforma o nosso tempo em fragil. Mas ele passa quer existamos ou não. Tambem prefiro a lua e a rua :o)

sueli aduan disse...

Penso que precisamos atribuir sentido ao tempo. Os japoneses com a cerimônia do chá, "chado ou chanoyu", nos ensinam que se deve viver todo momento intensamente, pois ele é único, não se repete; Os indios, como são
contemplativos,conseguem ficar horas e horas só "vivendo" o momento olhado. Os "urbanóides" rs só sentem que estão vivendo quando ocupadíssimos, eu (nós) felizmente preferimos a calma da leitura, da rua (quando há) e a lua como testemunha.
bjus

Juliana disse...

Felizmente sou uma desses iniciados. Não assisto mais tv, porque quando assisto não acredito que existem certos tipos de seres humanos. Não que não encontre alguns desses seres na rua, mas já que o tempo é curto, prefiro a rua (também).