terça-feira, 7 de abril de 2009

O que falaram de Deus


Um grande amigo me escreveu
o que reproduzo parcialmente aqui:


Vamos lá, vou tentar te explicar.
Os grande padres da Igreja, os grandes teólogos,
os grandes cientístas da religião sempre dividiram
o mundo em Sagrado e Profano. O sagrado sendo os
lugares onde o próprpio sagrado se manifesta e o
profano como sendo o lugar onde o sagrado não se
manifesta. Para mim, esta divisão vem do homem.
Para Deus, tudo só pode ser sagrado. Casa pedacinho
de chão só pode ser sagrado. Cada minuto, só pode
ser sagrado. Só conseguiremos ter um contato com
o sagrado, quando conseguirmos Vê-lo estampado no
rosto de cada criatura de Deus.


Respondi assim:

teologos e grandes cientistas da religião, são céticos no que se refere ao que acredito. Não posso levar em conta todos estes 2.000 anos de teorização em cima do que julgo ser falso. Veja, acredito partir-se de uma premissa errada, (os livros ditos sagrados), estuda-se, debate-se, discute-se algo tão etéreo quanto parece ser apropria divindade.

Olhares complacentes jogados de cima para baixo que os estudiosos e religiosos nos concedem são frutos de um temor que não compartilho advindos de uma interpretação presunçosa e histérica de livros que não acredito e não reconheço a autenticidade. Não temo a Deus e depois Ele nunca foi escritor. Desconfio do Homem que ja provou valer menos que uma bolota de cocô de cabra em diversas situações.

A soberba dos rabinos e dos pontîfices está baseada em escrituras que foram a mesma base para o auto da fé punir e promover o temor entre os fiéis e infiéis. Please não me peça para rever toda esta teoria, sei que todo este estudo lhe é caro e não quero me desfazer do seu valor filosofico mas sou bem voltairiano, detesto os padres, amo a Deus.

Minha concepção do sagrado é por assim dizer redicularizado por estas instituições. Minha base Rosacruz é profana, maldita pela igreja e pelos teólogos. Aprendi a ouvir os simples asseios do Dalai Lama por sua profundidade, não por sua erudição. Minha base é Kardecista, desprezado pelos jesuitas, carmelitas, franciscanos, anglicanos, reformistas, testemunhas de Jeová, muçulmanos, judeus, catolicos, e mais a infindavel linha de seitas, cultos e religiões. Numa palavra, espiritismo. Não é uma religião, é uma linha direta com o invisivel e está aberto a todas os integrantes de religiões diferentes que buscam mais coerencia do que seus ensinamentos podem proporcionar.

Me perdoe a teimosia, mas são coisas que simplesmente não posso explicar, nascem em minha alma sem busca ou necessidade de esclarecimentos. Pode chamar de instinto, o mesmo que fazem os peixes procriarem sem necessidade de sentir tesão, o mesmo que faz os passaros migrarem para direções onde o ar é mais quente, o mesmo que faz o urso hibernar no inverno pra poupar energia.

O chamado sagrado para mim não é sagrado. O divino é imesuravel, inquantificavel e indescritivel. Não sou assim arrogante para tentar entender o que não nos é dado pelo alto não entender. Seria muita pretensão. Não estou a serviço de Deus, é dele a vontade que meu espirito evolua encarnado neste envolucro de bioplasma, Ele trabalha para isso e sua mecanica esta muito, mas muito alem da compreensão do mais sabio de todos nós. Procuro uma conduta de harmonia com minha biblia que é o cosmos e a natureza, reflexos da criação divina.

Se ha algo a se considerar sagrado, que seja isto, não o que os teoricos do intangivel, que pretendem ser representantes da palavra salvadora propõe. Vejo em tudo que emana daí (o cosmos e a natureza) a face de Deus. Ja te disse que meus maiores prazeres são agua, ar e calor. Gozo com o vento, choro junto com a chuva, me conforto com o calor do sol. Não troco um minuto destas coisas por Bentleys ou Yatches. Sou em mim.

Tambem não propago abertamente minhas crenças, não gosto de ser apedrejado,que cada um acredite no que quiser, de acordo com o que recebem do mundo, mas agradeço vc ter compartilhado sua fé comigo, que respeito e me faz aprender.


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3 comentários:

sueli aduan disse...

essa resposta ao texto do amigo, (entre tantas belas coisas que disse), nos dá uma grande lição.. "respeito e aprendizagem"

a tradição budista ensina seus seguidores a verem todoa a vida como preciosa, a sábia compreensão vê e aceita a vida como um todo, permitindo-nos acolher todas as coisas, tanto as trevas quanto a lus e chegamos a paz, não a paz da fuga, da negação, mas a que nada rejeitou, que toca todas as coisas com compaixão.
abs

Juliana Cruz disse...

poxa, dois blogs meus linkados e eu nem sabia! gostei daqui. um beijo e até mais.

CajadOmatic disse...

é, seus blogs estão linkados, so leio coisa boa :o) Gostou daqui? entre e fique a vontade, fica de meia, põe o pé na mesa e se serve das batatas fritas, quer um suco? :oD
bjs